STJD aplica multa após episódios envolvendo denúncia de racismo e briga generalizada no estádio
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) concluiu o julgamento sobre os episódios ocorridos após a partida entre Vila Nova e Operário-PR, pela Série B, e decidiu impor multa de R$ 30 mil ao clube goiano. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (24), sem incluir a perda de mando de campo.
A sanção está relacionada à aplicação do Artigo 243-G do CBJD, que trata de atitudes discriminatórias. Mesmo com a denúncia de racismo, o tribunal entendeu que a penalidade financeira seria suficiente neste momento.
A confusão começou após o apito final, quando o atacante Berto, do Operário-PR, afirmou ter sido vítima de ofensas racistas vindas da arquibancada. Segundo ele, um torcedor o chamou de “macaquinho”, além de relatar gestos discriminatórios atribuídos ao ex-dirigente do Vila Nova, Geso de Oliveira.
A situação rapidamente saiu do controle e resultou em confronto entre jogadores e torcedores. Objetos foram lançados, causando ferimentos. Geso foi atingido e respondeu arremessando uma garrafa que acabou ferindo o presidente do clube paranaense.
Outros envolvidos também foram punidos pelo tribunal. O jogador Berto teve suspensão convertida em advertência, enquanto Jhan Pool Torres recebeu suspensão de um jogo. Já o gandula do Vila Nova foi afastado por 20 dias, além de gerar multa adicional ao clube.
Após o episódio, os envolvidos foram encaminhados à delegacia, onde registraram ocorrência. A investigação segue em andamento para esclarecer responsabilidades e possíveis desdobramentos na esfera criminal.
Por: Genivaldo Coimbra