Manifestação na Paulista: Bolsonaro critica STF, Lula e urnas sem citar nomes e pede anistia para presos de 8 de janeiro

portaldemocrata.com.br

Por: Tatiane Braz

Foto: Destaque NELSON ALMEIDA /AFP


No último domingo, uma manifestação convocada por Jair Bolsonaro ocupou a Avenida Paulista com discursos que ecoaram defesas ao ex-presidente e seu governo, além de críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os presentes estavam figuras como Valdemar da Costa Neto, Michelle Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e outros políticos e apoiadores.

O tom dos discursos foi marcado pela negação de qualquer envolvimento de Bolsonaro em um golpe de estado, apesar das investigações em curso da Polícia Federal.


Em ato na Paulista, Bolsonaro defende anistia para presos no 8 de janeiro — Foto: Miguel Schincariol/AFP

 

“O que eu busco é a pacificação, é passar uma borracha no passado. É buscar maneira de nós vivermos em paz. É não continuarmos sobressaltados. É por parte do Parlamento brasileiro (…) uma anistia para aqueles pobres coitados que estão presos em Brasília. Nós não queremos mais que seus filhos sejam órfãos de pais vivos. A conciliação. Nós já anistiamos no passado quem fez barbaridades no Brasil. Agora nós pedimos a todos 513 deputados, 81 senadores, um projeto de anistia para seja feita justiça em nosso Brasil”, disse o ex-presidente.


 

Essas investigações trouxeram à tona uma série de revelações alarmantes, incluindo minutas de decretos e planos que sugerem uma tentativa de subverter a ordem democrática.

Entre os achados estão documentos que propõem a instauração de estados de defesa e sítio, com o intuito de anular resultados eleitorais e prender autoridades. A descoberta de uma estrutura paralela de inteligência, monitorando opositores e até mesmo o ministro Alexandre de Moraes do STF, trouxe à tona a gravidade dos planos em discussão.

A investigação também revelou a articulação em vários núcleos para a tentativa de golpe de Estado, incluindo ataques virtuais, desinformação sobre o sistema eleitoral, e até mesmo o uso de estruturas do Estado para benefício próprio.

Além disso, o partido de Bolsonaro, o PL, foi apontado como uma peça-chave no financiamento de narrativas que visavam desacreditar as urnas eletrônicas, culminando na apresentação de um estudo questionando os resultados das eleições.

Em meio a tudo isso, as manifestações lideradas por apoiadores de Bolsonaro se tornaram palco para pedidos de anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro e um apoio fervoroso ao ex-presidente, enquanto a investigação da PF continua a lançar luz sobre as tramas e conspirações que abalaram a estabilidade política do país.

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