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Acompanhamento multiprofissional e convivência social ampliam a autonomia de adolescentes com TEA

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A adolescência é considerada um dos períodos mais importantes do desenvolvimento humano, abrangendo mudanças físicas, emocionais e sociais. Além de uma crescente necessidade de autonomia e identidade, é uma fase da vida na qual as experiências e o aprendizado desempenham um papel fundamental na formação do adulto. Para os adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), esse momento pode ser ainda mais desafiador, principalmente nas áreas de comunicação, interação social e adaptação às novas exigências. Por isso, o acompanhamento especializado é fundamental para desenvolver habilidades, estimular a autonomia e contribuir para uma melhor qualidade de vida.

O acompanhamento de adolescentes com TEA por uma equipe multiprofissional, geralmente formada por profissionais das áreas como fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia, psicopedagogia, musicoterapia, nutrição e terapia ocupacional, visa preparar esses adolescentes para situações reais do dia a dia. A proposta é ir além das terapias tradicionais, ensinando a eles na prática como lidar com atividades cotidianas e interações sociais por meio de um trabalho interdisciplinar para desenvolver habilidades motoras, cognitivas, sociais e emocionais de uma forma mais completa.

Adriana Paraguassu, terapeuta da equipe da Affect Centro Clínico e Educacional, clínica especializada no acompanhamento de crianças com TEA, explica que o principal objetivo é promover as chamadas atividades de vida diária, que são parte do cotidiano do adolescente. “A ideia é incentivar a realização de tarefas como se vestir, se alimentar, organizar a rotina e até participar do preparo de alimentos em cozinhas terapêuticas que contemplam espaços planejados para esse tipo de aprendizado”, destaca.

Segundo Adriana, também é importante que essas práticas sejam realizadas em um ambiente preparado para simular situações do cotidiano para que eles se sintam seguros e acolhidos. “Muitas clínicas diversificam essas atividades, alternando atividades internas com experiências externas, como visitas a supermercados e espaços públicos. Nessas ocasiões, os adolescentes são estimulados a interagir, fazer escolhas, lidar com dinheiro e a se posicionar socialmente. São vivências reais que impulsionam competências consideradas essenciais para ampliar a independência no dia a dia”, ressalta.

Adriana cita como exemplo prático o acompanhamento do adolescente Heitor Abraão, paciente da Affect que tem Síndrome de Down associada ao TEA. Ela relata que o Heitor participa ativamente de atividades fora da clínica acompanhado pela equipe em atividades reais. “Como o adolescente apresenta apraxia de fala, ele utiliza um comunicador como ferramenta para se expressar e interagir nos diferentes ambientes. Esse recurso é trabalhado em conjunto com a equipe de fonoaudiologia e possibilita que ele se comunique com mais segurança e participe de forma mais ativa das situações do dia a dia”, exemplifica.

A fonoaudióloga Juliana Menezes, diretora técnica da Affect, aponta QUE outro ponto importante para o desenvolvimento de adolescentes com TEA é a convivência com outros adolescentes “Essa troca favorece o desenvolvimento das habilidades sociais, da comunicação e do senso de pertencimento, o que reforça a importância de ambientes inclusivos e estruturados para potencializar a autonomia e a integração desses jovens no convívio social”, pontua.

A fisioterapeuta Rafaela Campos, diretora multiprofissional da Affect, enfatiza que o trabalho multiprofissional é essencial para preparar os jovens para uma vida adulta produtiva e autônoma. “Nós incluímos em nossas atividades treinamentos voltados para a inclusão no mercado de trabalho adaptado. Nessas atividades são trabalhadas habilidades como responsabilidade, rotina, organização, interação social e cumprimento de tarefas, sempre respeitando o perfil e as potencialidades de cada jovem”, acrescenta.

Rafaela acredita que investir no desenvolvimento da autonomia impacta não apenas o adolescente, mas toda a família. “Quando o jovem conquista mais independência, há uma melhora significativa na dinâmica familiar, na autoestima e nas perspectivas de futuro. Mais do que tratar o TEA, o objetivo é preparar o adolescente para a vida com mais autonomia, inclusão e dignidade”, arremata.

 

 

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