O prefeito Sandro Mabel assinou, nesta quarta-feira (6/5), no Paço Municipal, o documento que cria oficialmente a Rede de Proteção à Mulher em Goiânia. No mesmo ato, foi institucionalizada a Rede de Atenção a Pessoas em Situação de Violência, estruturando um modelo de atendimento contínuo, articulado e humanizado para vítimas em toda a capital.
A proposta central é integrar, de forma prática, os serviços municipais com estruturas do Estado e da União, garantindo que a vítima receba acolhimento completo desde a denúncia até o acompanhamento psicológico, proteção, abrigo e prevenção.
> “Goiânia será referência para o Brasil. Estamos integrando todos os serviços e garantindo atendimento imediato e articulado às vítimas”, afirmou o prefeito.
Dados que reforçam a urgência
Durante a solenidade, foram apresentados números que evidenciam a necessidade da rede estruturada:
2.888 registros de violência contra a mulher entre janeiro e outubro de 2025;
965 casos apenas em março de 2026;
Metade das mortes por violência ocorreu 32 dias após a notificação;
25% das mulheres notificadas morreram até três dias depois;
Encaminhamentos corretos à rede reduzem em 64% o risco de feminicídio.
Os dados reforçam a importância do atendimento rápido, coordenado e monitorado.
Consultório Lilás em todas as unidades de urgência
Segundo o secretário municipal de Saúde, as unidades de urgência da capital passarão a contar com o Consultório Lilás, espaço exclusivo para acolhimento de mulheres em situação de violência, permitindo que saúde e assistência social atuem de forma conjunta em cada caso.
Rede envolve mais de 20 instituições
A Rede de Proteção às Mulheres reúne uma ampla articulação entre órgãos municipais, estaduais e instituições do sistema de Justiça e segurança pública, como:
Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
Polícia Militar do Estado de Goiás
Guarda Civil Metropolitana de Goiânia
Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás
Universidade Federal de Goiás
Delegacias especializadas, conselhos, assistência social, polícia científica, Ministério Público e outras estruturas de proteção.
Atendimento ampliado para todos os perfis de vítimas
A Rede de Atenção a Pessoas em Situação de Violência também passa a atender de forma integrada crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, população LGBTQIAPN+, migrantes, povos originários e pessoas em situação de rua, com atuação intersetorial envolvendo saúde, assistência social, educação, direitos humanos e segurança pública.
Além do atendimento direto, a rede passa a atuar na vigilância, prevenção, monitoramento de casos e produção de dados para subsidiar políticas públicas.
A iniciativa foi classificada por autoridades do Judiciário e do Ministério Público como um marco histórico na política de proteção às mulheres na capital.
