Foto destaque: Reprodução/Estadão/Alice Labate

Influenciadores de Goiás atuavam como “gerentes” de esquema milionário do “Jogo do Tigrinho”; R$ 11 milhões foram bloqueados

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Dois influenciadores digitais de Goiás são alvos de investigação em uma operação que desarticulou um esquema milionário de fraudes ligadas ao chamado “Jogo do Tigrinho”, modalidade de apostas virtuais que prometia lucros rápidos, mas culminava em prejuízos financeiros a apostadores.

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta quarta-feira (6) uma ação que cumpriu mandados de busca e apreensão em sete estados, incluindo Goiás, São Paulo, Maranhão, Paraíba, Rio de Janeiro, Bahia e o Distrito Federal, no que investiga uma organização criminosa que movimentou cerca de R$ 11 milhões com a divulgação e operacionalização de jogos manipulados.

Como funcionava o esquema

Segundo as investigações, o grupo utilizava influenciadores com grande alcance nas redes sociais para atrair seguidores com promessas de ganhos altos e fáceis por meio de plataformas de apostas manipuladas. Nas redes, os influenciadores exibiam vídeos com supostos lucros constantes, gerando uma falsa sensação de segurança para os usuários.

Os ganhos exibidos nas publicações eram simulados por meio de contas de demonstração, em que os resultados eram programados para aparentar sucesso nas apostas. Já os seguidores que acessavam os links fornecidos eram direcionados para ambientes onde os algoritmos favoreciam perdas financeiras, gerando lucro para os operadores do esquema.

Atuação interestadual e bloqueio de valores

A operação da PCDF cumpre mandados nas regiões mencionadas e, por meio de decisões judiciais, determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 11 milhões atribuídos aos investigados, com o objetivo de impedir a continuidade das fraudes e garantir eventual ressarcimento às vítimas.

Os investigados podem responder por crimes como estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme a evolução das apurações. A análise dos dados apreendidos em dispositivos eletrônicos deve aprofundar a responsabilização criminal nas próximas fases da investigação.

Alvos em Goiás e a investigação nacional

Em Goiás, os mandados foram cumpridos em cidades como Senador Canedo e Guapó, onde os dois influenciadores identificados atuavam como “gerentes” na captação de novos participantes para o esquema. A investigação começou após diligências iniciadas em julho de 2024 em uma residência de um influenciador no Distrito Federal e se expandiu para formar uma rede interestadual.

Autoridades alertam para o uso indevido da confiança nas redes sociais para aplicar golpes financeiros disfarçados de oportunidades de lucro, ressaltando o potencial de dano coletivo quando públicos vulneráveis são envolvidos em práticas fraudulentas.

 

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