Comemoração do centenário de Milton Santos em 07/05/2026 com participação de Djamila Ribeiro

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Milton Santos: um gigante na geografia mundial

Nascido em 3 de maio de 1926, em Brotas de Macaúbas, Bahia, Milton Santos superou um contexto de racismo estrutural e exclusão para se tornar um dos geógrafos mais influentes do mundo. Sua trajetória intelectual é um exemplo raro no Brasil, marcado por autonomia crítica e combate às estruturas excludentes que limitam o pensamento nacional. Em 2026, celebramos o centenário de seu nascimento com uma série de homenagens que reafirmam a importância de seu legado.

O centenário e as homenagens nacionais

Neste maio de 2026, universidades brasileiras promovem eventos para celebrar Milton Santos, destacando seu impacto nos estudos sobre globalização, território e espaço social. O seminário “Milton Santos 100 anos: um geógrafo do século XXI”, organizado pela USP, é o principal destaque, com debates, conferências e apresentações abertas ao público presencial e online. Essas atividades resgatam e mantêm viva a memória de um pensador que transcende gerações.

O papel do Instituto de Estudos Brasileiros

O Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP tem papel fundamental na preservação da obra de Milton Santos. Seu acervo inclui documentos, fotografias e registros que ilustram sua vida acadêmica e pessoal. Essa coleção, acessível ao público, protege a trajetória de um intelectual que, como um raro cometa, marcou profundamente o cenário acadêmico e social brasileiro.

Uma carreira marcada por resistência e excelência

Milton Santos formou-se doutor na Universidade de Estrasburgo e alcançou o título de livre-docente pela Universidade Federal da Bahia em 1960. Desenvolveu carreira sólida até o golpe militar de 1964, que resultou em sua prisão e exílio por 13 anos. No exterior, lecionou em instituições renomadas na França, Canadá, América Latina e África, onde consolidou sua reputação internacional.

Retorno e legado no Brasil

De volta ao país, Milton Santos lecionou na Universidade Federal do Rio de Janeiro antes de ocupar uma cadeira na USP, onde permaneceu até sua aposentadoria. Reconhecido com dezenas de prêmios no Brasil e no exterior — incluindo o prestigioso Prêmio Internacional Vautrin Lud em 1994 —, ele produziu uma vasta obra que influencia geógrafos, sociólogos e pensadores das mais diversas áreas.

A relevância social do pensamento de Milton Santos

Mais do que um acadêmico, Milton Santos foi um intelectual comprometido com a crítica social. Homem negro que pensava de maneira independente, enfrentou a discriminação de um país que ainda resiste à diversidade e à autonomia intelectual. Para ele, o papel do intelectual era provocar desconforto — um convite à reflexão que permanece urgente para os desafios contemporâneos.

O que Milton Santos nos inspira hoje?

O centenário de Milton Santos é uma oportunidade para questionarmos o presente. Como evoluiu o tratamento aos intelectuais negros e independentes no Brasil? Seu legado nos convida a enfrentar não apenas questões geográficas, mas também desigualdades sociais profundas. Celebrar Milton Santos é reconhecer uma voz imprescindível para a compreensão crítica do Brasil e do mundo, cujo pensamento continua a iluminar caminhos.

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