Exposição de Beatriz Milhazes é inaugurada na Pinacoteca de São Paulo em maio de 2026

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Exposição inédita revela o universo das gravuras de Beatriz Milhazes

A Pinacoteca de São Paulo inaugura no próximo sábado (16) a exposição “Beatriz Milhazes: Gravuras do Acervo da Pinacoteca de São Paulo”. No espaço do segundo andar do edifício Pina Estação, o público poderá conferir pela primeira vez um conjunto de 27 gravuras da artista produzidas entre 1996 e 2019, todas pertencentes ao acervo do museu.

Do resultado ao processo criativo em destaque

A mostra propõe uma experiência diferente para o visitante: em vez de focar no resultado final das obras, ela destaca o percurso criativo de Beatriz Milhazes. Segundo o curador Renato Menezes, as gravuras funcionam como registros do pensamento plástico da artista em ação, permitindo acompanhar sua experimentação e evolução.

O acervo singular da Pinacoteca

A Pinacoteca é o único museu no mundo a reunir esse conjunto completo, adquirido em duas doações, uma em 2009 e outra recente em 2024. A parceria da artista com o impressor Jean-Paul Russell, fundador da Durham Press, acompanha mais de 20 anos de produção, durante os quais Milhazes utilizou a gravura como um campo fértil para teste e renovação constantes.

A serigrafia reinventada

Conhecida por suas pinturas vibrantes e geométricas, Beatriz explora na gravura, especialmente na serigrafia — técnica predominante do conjunto — um caminho distinto. Ela transforma uma técnica tradicionalmente associada a resultados chapados em uma prática de camadas complexas, sobrepondo matrizes e criando transparências que conferem profundidade e intensidade cromática raras, inclusive em peças com quase dois metros de largura.

Formas, cores e composições em diálogo

As obras apresentam uma variedade de formatos, como estampas florais organizadas em portais, guirlandas, arabescos, mandalas, discos e colares de contas. Trabalhos emblemáticos como “O Pato” (1996) e “Noite de Verão” (2006) ilustram o modo como a artista constrói e reconstrói espaços visuais ricos e dinâmicos.

Séries que revelam a reutilização de matrizes

Destaque para a série das especiarias, concebida inicialmente como uma obra única e depois fragmentada em quadros independentes, como “Cinnamon” (Canela) e “Red Pepper” (Pimenta Vermelha). Essa série evidencia o uso contínuo e a reutilização criativa das matrizes ao longo dos anos, reforçando a natureza experimental da produção de Milhazes.

Informações para visitação

A exposição “Beatriz Milhazes: Gravuras do Acervo da Pinacoteca de São Paulo” fica em cartaz até 14 de março de 2027. O Pina Estação está localizado no Largo General Osório, 66, bairro Santa Efigênia, região central de São Paulo. O horário de visitação é de quarta-feira a segunda-feira, das 10h às 18h. O ingresso custa R$ 40, com entrada gratuita aos sábados e no segundo domingo do mês.

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