Evento Poesia no Centro adia mesa de debate e destaca leitura literal das obras em 15/05/2026

⏱️ 4 min de leitura

Festival Poesia no Centro transforma São Paulo em palco literário

A segunda edição do festival Poesia no Centro tomou conta da cidade de São Paulo, levando poesia para lugares emblemáticos como o Museu da Língua Portuguesa e a Biblioteca Mário de Andrade. O evento alcança seu ápice no Teatro Cultura Artística, palco de encontros entre poetas consagrados e o público ávido por novas experiências literárias.

Apesar da chuva que marcou o início do festival no dia 15 de maio de 2026, o público não desistiu. Os ingressos esgotaram-se rapidamente pela internet e, mesmo com a lotação parcialmente afetada pelo clima, o auditório recebeu um número significativo de espectadores, atentos e entusiasmados.

Homenagem ao poeta Aníbal Cristobo

A abertura da noite foi marcada por uma emocionante homenagem a Aníbal Cristobo, poeta, tradutor e editor argentino falecido em março de 2026. Entre lembranças pessoais e admiração profissional, poetas como Sheila Miranda, Marília Garcia e Heitor Ferraz Mello compartilharam histórias que ilustraram a personalidade singular de Cristobo. A fala de Garcia destacou a influência do poeta, lembrando que ele assinou o posfácio do seu primeiro livro, evidenciando o papel decisivo que ele teve na cena literária contemporânea.

Adiamento da mesa com Eileen Myles e a nova abertura

O festival sofreu um ajuste de última hora: a aguardada mesa com a poetisa norte-americana Eileen Myles foi adiada para o domingo, dia 17, devido a atrasos em seu voo. Em seu lugar, Alice Sant’Anna e Sylvio Fraga assumiram a mesa inaugural, trazendo um debate sobre as origens da inspiração poética, muitas vezes “fisgada no cotidiano”. A mediadora Luiza Leite guiou a conversa, destacando como a materialidade e a concretude permeiam os processos criativos.

A poesia literal e o cotidiano como musa

Alice Sant’Anna destacou sua prática de aguardar que a vida aconteça para então transformar esses momentos em poesia, descrevendo-se como uma poeta literal, quase cronista. O relato bem-humorado sobre a criação do poema “Acrobata” arrancou risadas e reforçou esse olhar direto e vivo sobre o real. Fraga compartilhou também sua visão de que a inspiração nasce da observação e questionou a ideia de uma criação que surge “do nada”, fortalecendo a conversa sobre a concretude na poesia contemporânea.

Maternidade, paternidade e poesia: experiências compartilhadas

Sant’Anna e Fraga revelaram ainda como suas experiências de pais influenciam profundamente suas obras. Enquanto Fraga evita às vezes traduzir certos momentos em verso para fugir de emoções intensas demais, Sant’Anna mantém um “banco mental de situações” relacionadas aos filhos, alimentando seu repertório poético. Essa troca demonstra que a vida prática e cotidiana é uma fonte vital para a construção literária e para a criação de conexões autênticas com o leitor.

Leituras performáticas que encantam o público

O festival ressoou com performances poéticas que exploraram novos formatos artísticos. Luiza Romão iniciou as leituras com “Nadine”, unindo efeitos sonoros e luz para enfatizar o texto. Em seguida, Buhr impactou com o poema “Mainá”, utilizando percussão e uma presença cênica marcante que prenderam a atenção dos espectadores.

Saindo do auditório, o público foi surpreendido pela instigante performance de Celsim, que, ao abrir um rolo de papel impresso, ecoou a palavra “ó” em um megafone, dando início a uma série de declamações que exploraram o poder do instrumento.

Encerramento com diversidade poética no palco externo

A programação se estendeu até o fim da noite com uma variedade de poetas e intérpretes no palco externo do festival. Nomes como Daniel Minchoni, Leo Nunes, Flora Sandyá, Nina Horikawa, João Ricardo Dias, Jailma Paixão, Leo Gaede, Renata Iacovino e Izabela Costa se revezaram, garantindo uma noite rica em estilos e sensibilidades.

O Poesia no Centro reafirma seu compromisso de integrar a cidade com a literatura, proporcionando um espaço onde a poesia deixa de ser uma arte distante para se tornar uma experiência vivida e compartilhada. A edição de 2026 deixa um convite claro: a poesia está no cotidiano, no olhar atento e na voz que se faz ouvir.

últimas notícias

VEJA TAMBÉM

⏱️ 2 min de leitura Bruno Belquior Ação da Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão ligados ...

⏱️ 4 min de leitura PD Entre o Gênio Musical e a Sensibilidade Humana Wolfgang Amadeus Mozart, frequentemente ...

⏱️ 3 min de leitura PD Aston Villa Brilha na Premier League No último confronto, o Aston Villa ...

⏱️ 3 min de leitura Juliana Braz Gestão do prefeito Sandro Mabel integra semáforos inteligentes, IA e dados ...

⏱️ 4 min de leitura PD Inteligência Artificial e autenticidade em debate no Festival Fronteiras O Festival Fronteiras, ...

⏱️ 3 min de leitura Juliana Braz Especialistas explicam como planejamento, diversificação e disciplina podem fazer o prêmio ...