Ex-presidente acusado pela PF por associação criminosa e dados falsos em cartão de vacinação da covid-19, supostamente ligado a trama golpista

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Por: Tatiane Braz /portaldemocrata.com.br

Foto: Destaque/Alan dos Santos/PR


Fraude em cartão de vacinação revela conexão com tentativa de golpe, afirma Polícia
Federal

 

Em um desdobramento chocante, a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros 16 indivíduos por associação criminosa e inserção de dados falsos de vacinação no sistema do governo. O relatório da PF aponta uma conexão direta entre essa fraude e uma trama para instalar um golpe de Estado no Brasil.

Segundo os investigadores, Bolsonaro e seus aliados podem ter utilizado os certificados falsificados para uma possível fuga para os Estados Unidos, enquanto tentavam reverter o resultado das eleições de 2022, onde Bolsonaro foi derrotado. Esta ligação intrigante foi revelada quando o delegado federal Fábio Alvarez Shor explicou a correlação das fraudes nos cartões com milícias digitais sob investigação no STF.

A investigação descobriu que o documento de vacinação de Bolsonaro foi adulterado às vésperas de seu autoexílio nos Estados Unidos, no final de 2022. O registro falso de imunização dele e de sua filha, Laura, então com 12 anos, foi incluído no sistema do Sistema Único de Saúde (SUS) em 21 de dezembro de 2022, pouco antes de Bolsonaro deixar oficialmente o cargo e embarcar para o exterior, onde permaneceu por mais de três meses.

O objetivo por trás da adulteração dos dados parece ter sido manter o discurso negacionista contra a vacinação, algo que Bolsonaro sustentava e que era amplamente divulgado para seus apoiadores. O delegado ressaltou que “a recusa em suportar o ônus do posicionamento contrário à vacinação, associada à necessidade de manter hígida perante seus seguidores a ideologia professada [não tomar vacina contra a covid-19], motivaram a série de condutas criminosas perpetradas”.

Além disso, a fraude foi realizada por meio de um esquema na Prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde os dados foram manipulados e excluídos. O ex-secretário de governo do município João Carlos de Souza Brecha, um dos seis presos na operação da PF, foi apontado como o responsável por essa estrutura fraudulenta.

Em um desdobramento adicional, o tenente-coronel Mauro Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, admitiu em depoimento à PF que emitiu os certificados falsos em nome do ex-presidente e de sua filha. Ele revelou que os documentos foram impressos no Palácio da Alvorada e entregues pessoalmente a Bolsonaro.

Agora, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, deu um prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente um parecer sobre o relatório da PF. Esta decisão pode resultar na denúncia formal contra Bolsonaro e outros envolvidos no esquema. Caso seja denunciado, Bolsonaro se tornará réu, marcando um momento histórico desde que deixou a Presidência da República.

Este caso revela uma rede complexa de corrupção, falsificação e uso político da pandemia, que não apenas compromete a integridade dos sistemas de saúde, mas também expõe a fragilidade das instituições em face de ambições pessoais e políticas. A sociedade brasileira aguarda ansiosamente por justiça e transparência neste cenário perturbador.

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