MP recorre e pede que bolsonarista condenado por assassinato volte ao presídio

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Ex-policial penal Jorge Guaranho, sentenciado a 20 anos pelo homicídio de Marcelo Arruda, está em prisão domiciliar, mas Ministério Público busca revogação da medida

O Ministério Público do Paraná (MPPR) entrou com recurso para revogar a decisão judicial que concedeu prisão domiciliar ao ex-policial penal Jorge José da Rocha Guaranho, condenado a 20 anos pelo assassinato do guarda municipal e ex-tesoureiro do PT estadual Marcelo Aloizio de Arruda. O crime ocorreu em julho de 2022, em Foz do Iguaçu, durante a campanha eleitoral.

Decisão judicial e habeas corpus

Guaranho foi preso após a condenação pelo Tribunal do Júri de Curitiba, mas, no dia seguinte, recebeu habeas corpus concedido pelo desembargador Gamaliel Seme Scaff, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). O magistrado acatou os argumentos da defesa e permitiu que ele voltasse à prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

A defesa de Guaranho alega que ele sofre de problemas de saúde e necessita de tratamento médico, pois foi atingido por tiros e espancado no dia do crime. O MP, porém, contesta a necessidade da prisão domiciliar e afirma que o tratamento pode ser realizado no sistema prisional.

Recurso do MPPR

No recurso apresentado nesta segunda-feira (17) à Primeira Câmara Criminal do TJPR, o Ministério Público sustenta que Guaranho possui “alto grau de belicosidade” e deve cumprir a pena em regime fechado, em conformidade com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que garante a soberania dos vereditos do Tribunal do Júri.

Os promotores argumentam que o condenado não está debilitado a ponto de justificar a prisão domiciliar. Segundo o MP, imagens divulgadas pela imprensa mostram Guaranho caminhando normalmente ao entrar e sair do fórum, além de participar ativamente de seu interrogatório no plenário.

O crime

De acordo com as investigações, Jorge Guaranho foi até uma festa de aniversário de Marcelo Arruda, que tinha temática petista, e fez provocações políticas ao tocar, em alto volume, músicas em alusão ao então presidente Jair Bolsonaro. O confronto evoluiu para uma troca de tiros, na qual Arruda foi morto e Guaranho ficou ferido, sendo internado em uma UTI antes de ser preso.O MP denunciou Guaranho por homicídio duplamente qualificado, considerando o motivo fútil e o perigo gerado pela ação. Agora, com o recurso, busca restabelecer sua prisão no sistema penitenciário.


Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

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