Presidente quer que auxiliares permaneçam no governo até abril para reforçar entregas e preservar alianças políticas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva alinhou com ministros ligados ao Centrão um cronograma unificado para a desincompatibilização daqueles que pretendem concorrer nas eleições de 2026. O entendimento é que todos permaneçam nos cargos até abril, prazo máximo permitido pela legislação eleitoral. A orientação foi definida após conversas diretas entre Lula e auxiliares que comandam pastas estratégicas, especialmente na área de infraestrutura.
Segundo fontes do governo, a decisão tem dois objetivos principais. O primeiro é garantir que esses ministros concluam e entreguem obras relevantes nos próximos meses, reforçando a vitrine administrativa antes do período eleitoral. O segundo é manter os partidos do Centrão integrados à base governista, preservando apoio político em um ano que tende a ser decisivo para articulações nacionais.
Entre os nomes mais citados está o ministro Silvio Costa Filho, responsável pela pasta de Portos e Aeroportos e filiado ao Republicanos. A permanência dele no cargo é considerada essencial para Lula por dois motivos: a continuidade das obras em execução e o valor estratégico de manter aproximação com o Republicanos — partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, apontado como provável candidato da direita à Presidência.
Ao estender a presença dos ministros até abril, Lula busca equilibrar gestão, obras e política. A medida também garante tempo para que as entregas ganhem visibilidade, enquanto o governo tenta consolidar alianças que serão determinantes para a disputa de 2026.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução/Gov.br