O número de mulheres que denunciou um médico ginecologista suspeito de cometer crimes sexuais durante atendimentos médicos em Goiás subiu para 17 vítimas registradas, conforme apontam os registros da Delegacia Estadual de Atendimento à Mulher (DEAEM) da Polícia Civil de Goiás. As ocorrências envolvem relatos de abuso que teriam acontecido em Goiânia e Senador Canedo, ampliando a investigação em curso.
Segundo as autoridades, a investigação foi iniciada há cerca de 40 dias, quando as primeiras vítimas começaram a registrar boletins de ocorrência e relataram situações de abuso durante consultas e exames ginecológicos com o profissional. Com a divulgação do caso pela polícia e pela imprensa, outras mulheres passaram a procurar a delegacia para formalizar denúncia.
Polícia reforça apuração e pede que mais vítimas denunciem
A delegada responsável pela DEAEM ressalta que a divulgação do nome e imagem do ginecologista tem como objetivo permitir que outras possíveis vítimas se reconheçam e procurem a polícia, contribuindo para aprofundar o inquérito. O médico, que ainda não teve prisão preventiva decretada, cumpre medidas cautelares impostas pela Justiça, e não foi preso até o momento.
As denúncias relatam supostos abusos sexuais cometidos em consultórios durante atendimentos, com descrições que apontam condutas consideradas impróprias e violadoras da confiança profissional. A Polícia Civil continua a coletar depoimentos, ouvir testemunhas e reunir provas que possam embasar a responsabilização criminal do investigado.
Denúncias crescem com repercussão
O aumento no número de relatos é comum em casos com grande repercussão pública, já que vítimas passam a se sentir mais seguras para procurar a polícia e registrar oficialmente os abusos que sofreram. A investigação segue em andamento, com a expectativa de que o caso seja concluído com mais elementos sobre a extensão dos supostos crimes.
Por: Lucas Reis