Shrek anuncia nova produção com Fabi Bang e Myra Ruiz para conquistar fãs de diferentes gerações

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Antes de retomarem seus papéis como Glinda e Elphaba no Rio, Fabi Bang e Myra Ruiz dão vida à princesa Fiona na adaptação musical de “Shrek“. De certa forma, a beldade que se transforma em ogro ao anoitecer mistura traços da bruxa boa e da bruxa má que enriqueceram o mundo de “O Mágico de Oz“.

“A Fiona precisa se impor muitas vezes para ser vista e ouvida. É o tipo de força que une a imagem ideal que Glinda busca e o lado menos delicado de Elphaba”, diz Bang, que dividiu com Ruiz, em 2016, 2023 e 2025, três temporadas brasileiras de “Wicked“.

“À noite, ela assume uma carcaça que foge ao esteriótipo de mulher perfeita. Somos todos assim quando chegamos em casa e tiramos a capa”, acrescenta. Agora, ela alterna o papel de Fiona, noite após noite, com a colega, e afirma ter mais tempo para a filha pequena e outras vivências que fogem à figura de celebridade.

O alcance das duas —que também contemplou, em 2023, uma versão de “Matilda“—, inclusive, foi posto à prova em 2025. Após desfilarem na première nacional de “Wicked – Parte II“, as artistas foram impedidas de conhecer Cynthia Erivo, que interpretou Elphaba nos cinemas, e outros membros do elenco.

O episódio levantou vários protestos pelas redes sociais. “As desvantagens [desse momento da trajetória] são pouquíssimas”, afirma Ruiz. “Tenho um grupo de pessoas muito grande torcendo pelo meu trabalho. Sinto que tenho líderes de torcida ao meu redor, que estiveram nos altos e baixos da minha carreira.”

Ela descreve “Shrek” como uma experiência diferente daquelas que viveu nos últimos anos —agora, em vez de dividirem as cenas, elas sobem ao palco sozinhas. “Para os fãs que vão querer assistir mais de uma vez, é uma chance de encontrarem novidades. Terão versões diferentes da mesma personagem.”

Apesar de substitutas serem comuns no teatro, a alternância diária entre duas atrizes principais é pouco usual. Nem por isso a nova montagem —em 2013, o ogro da Dreamworks veio a São Paulo sob a direção de Diego Ramiro— deixa de referenciar o musical que projetou a parceria entre Bang e Ruiz.

Em determinado momento, quando personagens de contos de fadas invadem o pântano do protagonista, uma atriz de vestido preto, vassoura na mão e rosto verde —cor pela qual Elphaba é discriminada— menciona lendas que estariam atribuindo a ela o título de “bruxa má”.

Mais tarde, o vilão Lord Farquaad conclui um número musical com um grito semelhante ao de “Defying Gravity”, canção que encerra o primeiro ato de “Wicked”, que chega ao Rio em julho. Segundos depois, a lua atrás dele se torna verde.

Para auxiliar o público, o Instagram da peça divulgará a escala mensal das atrizes, e informações sobre o programa fidelidade —que recompensa espectadores que retornam ao espetáculo— já estão disponíveis. “Sinto muito orgulho de ver meu trabalho inspirando crianças e adolescentes”, diz Bang, que descreve o mercado musical brasileiro como ambiente fértil e cheio de oportunidades.

Sobre o preconceito que musicais sofrem por parte do público e da crítica, Ruiz afirma existir espaço para produções de todos os tipos. “Sei que existe uma relutância a respeito de verbas de patrocínio não serem distribuídas igualmente entre a indústria dos musicais e peças mais dramáticas.”

“Mas, essa é uma questão que não se resolve com a diminuição de um tipo de produção em detrimento de outra. O teatro musical é muito difícil e, no fundo, quem critica gostaria de conseguir realizar também.”





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