Juliano Cazarré lança curso voltado para homens e gera críticas de atrizes sobre impacto do discurso nas mulheres

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Do lado esquerdo, Juliano Cazarré em vídeo de divulgalçao de novo projeto, entitulado “O Farol e a Forja”. Do lado direito, print dos comentários.
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“Ele sabia que ia apanhar. E criou o evento mesmo assim”. Foi desta forma que o ator Juliano Cazarré anunciou o lançamento de seu novo projeto: o curso presencial “O Farol e a Forja”.
Descrito como o “maior encontro de homens do Brasil”, e com o lema “o mundo precisa de homens que assumam seu papel”, o evento propõe uma imersão em temas como liderança, paternidade e espiritualidade cristã.
A iniciativa marcada para os dias 24, 25 e 26 de julho, em São Paulo, no entanto, gerou reações de colegas de profissão nas redes sociais.
Atrizes como Marjorie Estiano, Claudia Abreu e Elisa Lucinda questionaram o teor do discurso do projeto, apontando que a narrativa de “enfraquecimento masculino” ignora a realidade da violência contra a mulher e reforça estruturas machistas.
Paternidade e ‘batalha espiritual’
O cronograma do curso é dividido em três pilares: o primeiro dia foca na vida profissional e legado. O segundo aborda a vida pessoal, incluindo saúde masculina e dieta.
O encerramento é dedicado à “vida interior”, com foco em masculinidade e cristianismo, vida de oração e a celebração da Santa Missa.
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Segundo a divulgação do projeto, o curso pretende ajudar o homem a entender “o que está acontecendo consigo e com os homens ao seu redor”, em uma crítica direta ao que o ator classifica como uma sociedade que desampara a figura masculina.
Reação das colegas: ‘Um discurso que mata mulheres’
Uma das reações foi a de Marjorie Estiano. Em uma postagem direta ao ator, a atriz escreveu:
“Juliano… você não criou… você só está reproduzindo um discurso que já é ampla e profundamente difundido, enraizado e que mata mulheres todos os dias”, comentou a atriz, pedindo que ele reavaliasse a iniciativa.
Print do comentário de Marjorie Estiano na postagem.
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Claudia Abreu também comentou na publicação, reforçando o contexto da violência de gênero no país: “Num país com recorde de feminicídios…”, escreveu.
Print do comentário da atriz Claudia Abreu na postagem.
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Embates ideológicos e religiosos
O tom das críticas também envolveu interpretações religiosas.
Print do comentário da atriz Elisa Lucinda na postagem.
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Guta Stresser endossou as palavras de Elisa Lucinda, pedindo que o nome de Cristo não fosse utilizado para justificar o que chamou de “ruindade”.
Julia Lemmertz e Betty Gofman também manifestaram incompreensão e preocupação com o impacto do curso.
Prints de comentários de atrizes como Betty Gofman e Guta Stresser na postagem.
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Até o momento, o ator não rebateu individualmente os comentários das atrizes.



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