‘A Fabulosa Máquina do Tempo’ conquista prêmio no Festival de Guadalajara
O documentário brasileiro “A Fabulosa Máquina do Tempo”, dirigido por Eliza Capai, foi laureado com o prêmio de Melhor Feito Técnico-artístico na competição Ibero-americana de Documentários do Festival Internacional de Cinema de Guadalajara (FICG), realizado no México. A cerimônia de premiação aconteceu em 24 de junho, destacando a produção entre os destaques do evento.
Uma obra que retrata a infância de forma única
Filmado no interior do Piauí, em Guaribas, o documentário acompanha um grupo de meninas entre 7 e 12 anos. Por meio de brincadeiras e conversas, o filme revela um universo lúdico, onde temas profundos como o casamento, as diferenças de gênero e as alegrias da infância são explorados com sensibilidade e autenticidade.
Produção colaborativa de destaque
Produzido pela Amana Cine, com coprodução de Globo Filmes, GloboNews e Canal Brasil, o filme se destaca não apenas pelo conteúdo sensível, mas também pela qualidade técnica, que foi reconhecida pelo júri do festival. Fotografia, edição, som e direção se unem para construir uma narrativa que mistura sonhos e realidade.
O olhar transformador da diretora Eliza Capai
Eliza Capai ressaltou o significado da premiação: “É uma grande honra receber este reconhecimento por um filme que acompanha meninas que emergiram recentemente da pobreza, questionando o machismo estrutural e acessando mais oportunidades de sonhar do que as gerações anteriores.” A diretora ainda dedicou o prêmio às crianças de Guaribas e a todas as crianças do mundo.
Reconhecimento internacional para o cinema brasileiro
O prêmio no FICG destaca o crescimento do cinema documental brasileiro em festivais internacionais, evidenciando histórias regionais com impacto universal. O júri destacou a abordagem lúdica e a capacidade do filme em equilibrar uma realidade complexa com a alegria e autenticidade das protagonistas.
Um convite à reflexão e à empatia
Mais do que um documentário, “A Fabulosa Máquina do Tempo” é um convite para olhar o mundo sob outra perspectiva, valorizando a infância e as vozes de meninas que desafiam limites sociais. A obra reforça o poder do cinema como ferramenta de transformação e inspiração para públicos diversas gerações.