O senador Wilder Morais (PL) aparecia na lista de parlamentares que poderiam, na avaliação do PT, apoiar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A informação foi publicada pelo Blog de Octavio Guedes, no G1, que detalhou a estratégia de contagem de votos feita pela articulação política do governo antes da votação no Senado.
De acordo com o levantamento citado pela publicação, o PT trabalhava com a projeção de 45 votos favoráveis já consolidados para aprovar o nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outros 21 senadores eram classificados como indecisos — grupo no qual Wilder Morais estava incluído — e poderiam, em tese, aderir ao apoio no momento decisivo. Apenas 17 parlamentares eram tratados como votos declaradamente contrários.
Apesar da mobilização, o resultado no plenário foi desfavorável ao governo. O Senado rejeitou a indicação na última quarta-feira (29), por 42 votos a 34, com uma abstenção.
A ausência de Wilder Morais na sessão chamou atenção porque, em um cenário de placar apertado, sua presença poderia ter peso estratégico na dinâmica da votação. Após a repercussão, o senador usou as redes sociais para explicar o motivo de não ter comparecido, mas a justificativa gerou uma onda de comentários críticos de seguidores, que classificaram a atitude como “decepção” e “teatro”.