Dólar recua com alívio nas tarifas dos EUA e real se valoriza no início da semana

Anúncio de Donald Trump sobre isenção para produtos de tecnologia anima mercados globais e impulsiona ações; Ibovespa sobe 1,39%

O dólar iniciou a semana em queda, refletindo o alívio nos mercados internacionais após o anúncio do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a isenção de tarifas para itens como smartphones, computadores e semicondutores. Nesta segunda-feira (14/4), a moeda norte-americana caiu 0,34%, cotada a R$ 5,85, acompanhando a desvalorização global do dólar, com o índice DXY recuando 0,45%.

A medida foi bem recebida pelos investidores, impulsionando os papéis de empresas de tecnologia. A Apple, por exemplo, viu suas ações subirem 2,61% no pregão. O bom desempenho se refletiu nas bolsas americanas: o Nasdaq avançou 0,64%, enquanto Dow Jones e S&P 500 subiram 0,78% e 0,79%, respectivamente.

Para o economista William Baghdassarian, professor do Ibmec-DF, a sinalização de que o tarifaço pode ser amenizado trouxe alívio. “O efeito ainda existe, mas a percepção agora é de que será menos agressivo do que se imaginava”, afirmou.

Um dos termômetros do mercado, o VIX — chamado de “índice do medo” por medir a volatilidade — teve forte queda de 18%, indicando maior confiança dos investidores. “Essa redução mostra que o ambiente de negócios está menos incerto e que há espaço para retomada nos investimentos”, observou Baghdassarian.

Apesar da melhora no humor, a instabilidade ainda deve marcar os próximos dias. Segundo Hudson Bessa, especialista da Fipecafi, o cenário segue sensível a decisões de política comercial nos EUA. “Devemos continuar vendo oscilações nas bolsas, nas moedas e nas taxas de juros, especialmente as de longo prazo”, avaliou.

No Brasil, o dia também foi de otimismo. O Ibovespa subiu 1,39% e se aproximou novamente da marca dos 130 mil pontos, impulsionado pelas ações da Vale — beneficiadas pela valorização do minério de ferro na China — e pelos grandes bancos, como o Itaú, que teve alta de 1,63%.

Mesmo com os sinais positivos, analistas reforçam que o cenário ainda é nebuloso. “Há muitas incertezas no caminho. Existem oportunidades, mas os riscos seguem elevados”, alertou Bessa.


Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

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