Alego aprova calamidade pública de Goiânia após rombo de R$4,8 bilhões deixado por Rogério Cruz

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Prefeitura aponta dívidas ocultas, rombo em consignados e despesas de pessoal no limite; medida busca reequilibrar contas e evitar colapso fiscal

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aprovou nesta quinta-feira (3) a prorrogação por mais 180 dias do estado de calamidade pública na Secretaria Municipal da Fazenda de Goiânia. A medida foi solicitada pela própria Prefeitura e teve o aval de 30 deputados estaduais, com 7 votos contrários. O motivo: um rombo de R$ 4,8 bilhões, atribuído à gestão anterior do ex-prefeito Rogério Cruz (Solidariedade).

Segundo a atual administração, o montante inclui dívidas não contabilizadas, como os R$ 250 milhões descontados dos salários de servidores públicos para empréstimos consignados, mas não repassados aos bancos. O prefeito Sandro Mabel (União Brasil) afirma que a calamidade é necessária para negociar com credores e reorganizar as finanças da capital.

“Essa votação é um reconhecimento de que estamos fazendo o possível para salvar Goiânia. Herdamos uma situação muito grave. Sem esse decreto, não há como retomar o equilíbrio fiscal”, declarou Mabel.

Relatórios fiscais apontam que a despesa com pessoal está no limite de alerta — 49% da receita corrente líquida — com projeção de chegar a 52% em 2025. Ainda assim, a Prefeitura garante que a calamidade não permitirá gastos sem licitação nem o descumprimento da ordem de pagamentos.

Para o secretário da Fazenda, Valdivino de Oliveira, a diferença entre o que consta nos balanços e a realidade financeira é alarmante. “Assumimos o município com um déficit real de R$ 3,6 bilhões, que já subiu para R$ 4,8 bilhões. A situação exige contenção drástica de despesas e poupança para garantir o mínimo de equilíbrio em 2025”, afirmou.

Valdivino defendeu que o decreto é essencial para renegociar dívidas, revisar contratos e abrir margem fiscal. “A ordem agora é não gastar. É só com austeridade que conseguiremos pagar o que é devido e reconstruir a confiança da cidade em sua gestão pública.”


Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Secom

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