A sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) foi marcada por tensão na manhã desta quinta-feira (11), após um bate-boca entre os deputados Clécio Alves (Republicanos) e Talles Barreto (União Brasil). A discussão, recheada de acusações e insultos, ocorreu durante a análise do projeto que prorrogou por mais 180 dias o estado de calamidade pública na Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS).
O clima se agravou quando Clécio criticou a base governista pela rapidez em aprovar a prorrogação, mesmo após o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) ter se manifestado anteriormente contra a medida. Segundo o parlamentar, enquanto seu projeto que suspenderia o decreto foi “engavetado”, a proposta favorável ao Executivo avançou sem resistência.
“Essa Casa está virando uma vergonha nacional”, afirmou Clécio, acusando ainda o presidente da Alego de orientar a votação pela aprovação imediata. As declarações foram feitas diretamente a Talles Barreto, líder do governo, que acompanhava em silêncio.
Citação ao TCM provoca reação e eleva tensão
Durante a discussão, Clécio insistiu que a decisão da base contrariava o TCM e sugeriu que Talles teria interesse em ocupar futuramente uma vaga no tribunal.
“O tribunal que você queria ir disse que não existe calamidade nem na saúde nem no município. Quem falou foi o Tribunal de Contas”, declarou o deputado.
A irritação aumentou quando Clécio ouviu Talles conversando com assessores. O republicano se dirigiu ao colega, que respondeu de imediato que não estava falando com ele. “Mas eu estou conversando com você”, rebateu Clécio.
Talles retrucou: “Mas eu não estou conversando com você.”
Insultos e chilique de Clécio Alves encerrou a sessão temporariamente
A troca de farpas evoluiu rapidamente. Clécio acusou Talles de atuar como “funcionário do presidente da Casa”. O líder do governo reagiu chamando o colega de “chato”, e Clécio repetiu a ofensa. O auge do confronto aconteceu quando Clécio afirmou que Talles defendia “prefeito vagabundo”, recebendo em resposta: “Vagabundo é você”.
Ambos se levantaram e quase partiram para o confronto físico. Assessores e parlamentares tentaram intervir enquanto o presidente da CCJ, Amilton Filho (MDB), decidiu suspender a sessão por dez minutos para acalmar os ânimos.
A discussão foi registrada em vídeo e repercutiu imediatamente nos bastidores da Alego.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução