Foto: LUIZ SILVEIRA/STF

Cármen Lúcia assume relatoria do Código de Ética do STF, anuncia Fachin

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Presidente da Corte afirma que proposta é prioridade da gestão e aposta em mais transparência, integridade institucional e confiança da sociedade no Judiciário

A ministra Cármen Lúcia será a relatora da proposta de criação de um Código de Ética do Supremo Tribunal Federal (STF). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (2) pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, durante a abertura oficial do Ano Judiciário de 2026.

Segundo Fachin, a elaboração do código integra os compromissos centrais de sua gestão e busca fortalecer os princípios de integridade, transparência e responsabilidade institucional no Judiciário. O presidente destacou que o texto será construído de forma coletiva, com diálogo entre os ministros. “Vamos caminhar juntos na construção do consenso no âmbito deste colegiado”, afirmou.

Ao agradecer a ministra por aceitar a relatoria, Fachin ressaltou que a confiança pública é um dos pilares do Estado Democrático de Direito e depende diretamente da conduta ética das instituições. Para ele, o fortalecimento dessa relação passa pela adoção de parâmetros claros e compartilhados. “É imprescindível dialogar e construir confiança pública, pois nela reside a verdadeira força do Estado de Direito”, disse.

A iniciativa ocorre em um momento de maior escrutínio sobre práticas e padrões de conduta no Judiciário. O debate ganhou intensidade após a repercussão do caso envolvendo o Banco Master e a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com membros do Supremo. O episódio resultou em críticas ao ministro Alexandre de Moraes, diante do contrato firmado por sua esposa, Viviane Barci, para atuar na defesa da instituição financeira, além de questionamentos envolvendo o ministro Dias Toffoli, relator do inquérito no STF.

Para Fachin, a adoção de um Código de Ética representa um passo institucional relevante para reafirmar o compromisso do Supremo com a ética no exercício das funções públicas. “Reitero o compromisso ético que todos devemos ter no exercício das funções públicas”, concluiu.


Por: Genivaldo Coimbra

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