Foto: Reprodução/Redes Sociais

Vídeo revelam passos finais antes da morte do cão Orelha

Caso comove Santa Catarina e novas provas desmontam versão apresentada por adolescente

O caso da morte do cão comunitário cão Orelha ganhou novos desdobramentos após a divulgação de imagens de câmeras de segurança pela Polícia Civil de Santa Catarina. Os registros mostram o trajeto feito pelo adolescente investigado pouco antes e logo após as agressões que tiraram a vida do animal, reforçando contradições no relato apresentado por ele à polícia.

As imagens fazem parte de um amplo trabalho investigativo, que analisou mais de mil horas de gravações para reconstruir os últimos momentos de vida do cão, conhecido e querido por moradores da Praia Brava.

O que mostram as imagens

Segundo a cronologia levantada pela investigação, o adolescente deixou o condomínio onde mora às 5h25 da manhã do dia 4 de janeiro. Minutos depois, por volta das 5h30, Orelha foi brutalmente agredido.

Quase meia hora depois, às 5h58, as câmeras registraram o retorno do jovem ao condomínio, acompanhado por uma amiga. A sequência foi fundamental para confrontar a versão apresentada inicialmente, na qual ele afirmou ter permanecido dentro do condomínio durante todo o período.

Além dos vídeos, testemunhas e outros elementos reforçaram que o adolescente esteve fora do local no horário das agressões, o que fortaleceu a linha de investigação da polícia.

Tentativa de afastamento e provas materiais

No mesmo dia em que a polícia identificou os suspeitos, o adolescente deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos, onde permaneceu até o fim de janeiro. Ao retornar, foi interceptado pelas autoridades no aeroporto.

Durante a abordagem, um familiar tentou esconder um boné rosa e um moletom que estavam com o jovem. As peças se tornaram importantes para o esclarecimento do caso. O familiar chegou a alegar que o moletom havia sido comprado na viagem, mas o próprio adolescente admitiu que já possuía a roupa e a utilizou no dia do crime.

Tecnologia e laudo confirmam violência

Para além das imagens, a investigação contou com o uso de um software internacional de geolocalização, capaz de apontar com precisão a presença do suspeito no local das agressões.

O laudo da Polícia Científica confirmou o que a comunidade temia: Orelha morreu após sofrer uma pancada forte na cabeça. Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário, que agora analisam o pedido de internação do adolescente.

O episódio segue gerando comoção e reacende debates sobre violência contra animais e responsabilidade legal, especialmente quando envolve menores de idade.

Veja o vídeo:


Por: Genivaldo Coimbra

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