Clube avalia estar juridicamente respaldado e descarta conflito de interesses nas tratativas com Marcos Lamacchia
O Vasco da Gama segue avançando nas conversas para a venda de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) a Marcos Faria Lamacchia, mesmo após a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sinalizar um possível conflito de interesses no negócio. A informação foi atualizada pelo jornalista Lucas Pedrosa, que acompanha de perto os bastidores do clube.
Na última semana, reportagem divulgada pelo UOL revelou que a CBF alertou o Vasco sobre um possível entrave regulatório, já que Lamacchia é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. O ponto de atenção está no Artigo 86 do Regulamento Geral de Competições, que veta a atuação de parentes próximos no comando de clubes que disputam a mesma divisão.
Apesar disso, a diretoria comandada por Pedrinho avalia que está juridicamente assegurada para manter as tratativas. Segundo o entendimento interno do clube, não existe impedimento legal, uma vez que não há vínculo de consanguinidade entre Leila Pereira e o empresário envolvido na negociação.
Durante uma live em seu canal no YouTube, após a vitória do Vasco sobre o Botafogo no último domingo (8), Lucas Pedrosa reforçou que o clube não enxerga irregularidade no processo. A avaliação jurídica leva em conta tanto a interpretação do regulamento quanto o histórico de diálogo do Vasco com a entidade máxima do futebol brasileiro.
Vasco descarta dependência financeira e minimiza risco regulatório
Outro ponto destacado nos bastidores é a autonomia financeira de Marcos Lamacchia. De acordo com Pedrosa, o empresário não depende de recursos da Crefisa nem do capital direto de Leila Pereira para viabilizar a compra da SAF cruz-maltina.
Marcos Lamacchia é herdeiro de José Lamacchia e também possui ligação com a família Aloysio Faria, responsável pela criação do Banco Real, posteriormente vendido, e do atual Banco Alfa, o que reforça sua capacidade financeira independente.
Além do aspecto econômico, a diretoria vascaína considera positiva a boa relação institucional de Pedrinho com a CBF, fator visto como relevante em meio às discussões regulatórias. O presidente do Vasco mantém diálogo frequente com Samir Xaud, atual presidente da entidade.
“Ele tem recursos suficientes para fazer a compra da SAF. Não é um investimento dependente de terceiros”, afirmou Lucas Pedrosa ao comentar o cenário atual das negociações.
Enquanto o debate segue nos bastidores, o Vasco mantém a estratégia de avançar nas conversas, confiante de que não há impedimento legal que inviabilize a operação.
Por: Bruno José