Governador diz ter sido surpreendido e sugere acordo envolvendo área de condomínios
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou nesta sexta-feira (20) que a filiação de Ana Paula Rezende ao Partido Liberal (PL) teve motivação empresarial, e não política. A declaração foi dada após a oficialização da entrada dela na legenda comandada em Goiás pelo senador Wilder Morais.
Segundo Caiado, ele recebeu informações de que o movimento estaria relacionado a interesses no setor imobiliário. “O que me sinalizaram é que a filiação foi motivada muito mais por questões empresariais do que políticas. Seria um acordo do esposo dela com o Wilder nessa parte de condomínios, essas áreas de ampliação de condomínios e tudo isso”, afirmou.
Surpresa e crítica política
O governador disse ter ficado surpreso com a decisão e questionou a coerência política da escolha. Para ele, seria “inimaginável” que Ana Paula tomasse uma decisão que, em sua avaliação, contraria a trajetória do ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende, seu pai.
Caiado relembrou alianças históricas de Iris com o Partido dos Trabalhadores (PT) durante gestões na Prefeitura de Goiânia e criticou o fato de o PL ter feito restrições anteriores a alianças com o MDB por ligação ao presidente Lula.
“Então, ela está indo para ser vice de alguém que agride a história do próprio pai? Sinceramente, não entendi. Por isso, é que eu disse: foi muito mais um acordo empresarial do que político”, declarou.
Telefonema e versão contestada
Caiado também comentou um telefonema que teria recebido de Ana Paula na manhã desta sexta-feira. Segundo ele, a ligação foi visualizada apenas após as 11h45, quando a filiação ao PL já havia sido formalizada.
Com isso, o governador rebateu a versão de que não teria atendido à ligação nas primeiras horas do dia. “Ela não me ligou para discutir, mas, provavelmente, para me comunicar. O fato já havia acontecido”, concluiu.
Por: Genivaldo Coimbra