O motorista Jhonatan Murilo Leite, de 22 anos, foi condenado a 52 anos de prisão em regime fechado pelo acidente que matou quatro policiais militares do Comando de Operações de Divisas (COD) na BR-364, entre Caçu e Cachoeira Alta, em abril de 2024. A decisão foi determinada por um júri popular que considerou que o réu assumiu o risco de matar ao conduzir o caminhão sem habilitação apropriada e de maneira negligente.
Além da pena de prisão, o condenado foi sentenciado a pagar R$ 200 mil em indenizações às famílias das vítimas — sendo R$ 50 mil para cada núcleo familiar dos quatro PMs mortos.
Tragédia que chocou Goiás
O acidente envolvendo o caminhão dirigido por Jhonatan Murilo ocorreu em abril de 2024, no trecho da BR-364 que corta o sudoeste goiano. Os quatro militares estavam a serviço quando a colisão aconteceu, resultando na morte imediata dos policiais e gerando comoção em Goiás e em todo o país.
A defesa do réu tentou argumentar em sua defesa, mas o júri entendeu que houve dolo eventual, ou seja, que o motorista assumiu o risco de causar um resultado fatal ao dirigir sem a capacitação necessária e desrespeitando normas de trânsito.
Repercussão e impacto da sentença
Com a condenação, Jhonatan deverá cumprir a pena em regime fechado, conforme determinação do juiz responsável pelo caso. A sentença também prevê o pagamento das indenizações por danos morais às famílias dos PMs, uma medida que busca reparar parcialmente o sofrimento causado pela perda trágica dos militares.
Familiares e colegas dos policiais mortos acompanharam o julgamento e celebraram a decisão do júri, que entendeu o acidente como resultado de conduta imprudente e perigosa por parte do motorista.
Por: Genivaldo Coimbra