Debate entre Milei e Netanyahu sobre a mudança da embaixada ganha novos contornos

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Presidente argentino reafirmou plano de transferir a embaixada para a cidade considerada sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos; mudança vai contra o consenso internacional

O presidente argentino, Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), reuniram-se em Jerusalém neste domingo (19.abr.2026). Durante o encontro, os 2 voltaram a debater a transferência da embaixada da Argentina de Tel Aviv para Jerusalém. A mudança vai contra o consenso internacional sobre o reconhecimento territorial.

Na sua última visita a Israel, em junho do ano passado, Milei discursou na Knesset, o Parlamento israelense, e anunciou a transferência da embaixada. O projeto foi suspenso por causa de tensões envolvendo a empresa petroleira israelense Nativas Petroleum, que tinha planos de realizar perfurações nas Ilhas Malvinas. O governo argentino classificou a exploração como ilegal.

“Reiteramos nossa vontade de transferir a Embaixada da Argentina para Jerusalém assim que as condições permitirem”, declarou Milei. Somente Guatemala, Honduras, Kosovo, Paraguai, Itália e EUA têm embaixadas em Jerusalém. 

A mudança representa que a Argentina reconhece Jerusalém como a capital de Israel. A decisão é vista como sensível, uma vez que a cidade é tida como sagrada por judeus, cristãos e muçulmanos. Em 2024, quando Milei anunciou seus planos, o Hamas afirmou que considerava a transferência “uma violação dos direitos do povo palestino à sua terra e uma violação das regras do direito internacional”.

O encontro 

Em Jerusalém, Milei e Netanyahu assinaram um pacote de medidas de cooperação entre os países, com foco em inteligência artificial e no combate ao terrorismo. Também firmaram os Acordos de Isaac, para ampliar vínculos diplomáticos, comerciais, culturais e de segurança.

Israel e Argentina designaram o Hamas, a Guarda Revolucionária do Irã e filiais da Irmandade Muçulmana no Líbano, Egito e Jordânia como grupos terroristas. 

Além disso, o presidente argentino reafirmou a aliança política e o apoio a Israel e aos Estados Unidos: “Expressamos nosso forte apoio aos Estados Unidos e a Israel em sua guerra contra o terrorismo e contra o regime iraniano”, afirmou. Essa é a 3ª visita de Milei a Israel. 





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