EUA impedem entrada de 27 navios em operação de bloqueio aos portos iranianos

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Marinha apreende cargueiro após tentativa de contornar restrição no estreito de Ormuz

A Marinha dos Estados Unidos afirmou ter impedido a movimentação de 27 embarcações que tentavam entrar ou sair de portos iranianos desde o início do bloqueio naval imposto na região do estreito de Ormuz, há cerca de uma semana. A informação foi divulgada pelo Comando Central das Forças Armadas norte-americanas na 2ª feira (21.abr.2026).

O episódio mais recente envolve o navio de carga iraniano Touska, interceptado no domingo (20.abr) no Golfo de Omã. Segundo autoridades militares dos Estados Unidos, a embarcação teria ignorado sucessivos avisos por rádio para interromper a navegação e tentou contornar o bloqueio. Em resposta, o destróier USS Spruance abriu fogo contra o sistema de propulsão do cargueiro, com o objetivo de forçá-lo a parar. As informações são do The New York Times.

O presidente Donald Trump (Partido Republicano) já afirmou que vai manter o bloqueio naval até a conclusão das negociações pelo fim da guerra.

De acordo com o Comando Central, o ataque utilizou o canhão naval Mk-45, capaz de disparar entre 16 e 20 projéteis por minuto. Cada munição tem cerca de 70 libras (aproximadamente 32 kg) e poder explosivo equivalente a cerca de 4,5 kg de TNT. Após ser atingido, o navio foi imobilizado e posteriormente apreendido.

Fuzileiros navais norte-americanos realizam buscas e inspeções em contêineres a bordo do Touska. A embarcação é considerada parte de um grupo de “navios de interesse” monitorados pela inteligência dos Estados Unidos nos últimos dias, tanto dentro quanto fora da área de bloqueio. Ainda não há decisão sobre o destino do cargueiro. Entre as possibilidades avaliadas estão rebocá-lo até Omã ou permitir que siga até um porto iraniano, caso tenha condições de navegação.

A tripulação deve ser enviada de volta ao Irã, segundo autoridades militares. Até o momento, não há registro de vítimas.

O bloqueio naval tem provocado impacto direto no tráfego marítimo da região. De acordo com Kevin Donegan, ex-comandante da Marinha dos Estados Unidos no Oriente Médio, muitas embarcações passaram a evitar a área por receio de interceptações. “A mensagem já foi dada, a maioria dos navios não quer mais ir até lá”, declarou.

Do lado iraniano, um porta-voz militar afirmou que o país poderá adotar medidas contra as forças norte-americanas em resposta à apreensão do Touska. Segundo a emissora estatal iraniana, Teerã ainda não reagiu para preservar a segurança da tripulação e de familiares.

Publicações em redes sociais iranianas mencionaram supostos ataques com drones contra navios dos Estados Unidos na região, mas o Pentágono negou que qualquer ação desse tipo tenha ocorrido.

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Dan Caine, declarou que forças norte-americanas em diferentes regiões do mundo estão autorizadas a interceptar embarcações com bandeira iraniana ou que prestem apoio material ao país. Já o comandante do Comando Central, almirante Brad Cooper, disse que os militares mantêm vigilância constante sobre todos os navios monitorados.


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