Entre temas da trilha, como “Flor da idade”, ouvido em canto coletivo como numa quadrilha, e citações instrumentais de outras músicas de Chico Buarque, como o lírico tristonho samba-canção “Carolina” (1967), a palavra escrita e a palavra cantada do dramaturgo e compositor vão entranhando o espectador em uma ação arrebatadora, de intensidade crescente na medida em que o cerco se fecha para Joana, com as comadres da personagem simbolizando o coro grego com comentários por vezes ácidos que expõem o ideário do geralmente subserviente povo brasileiro.