Produtora nega ligação financeira com Daniel Vorcaro em “Dark Horse”
A GOUP Entertainment, responsável pela cinebiografia “Dark Horse”, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro, negou veementemente ter recebido qualquer investimento financeiro de Daniel Vorcaro, banqueiro do Banco Master, atualmente preso por suspeita de fraudes bilionárias. A declaração foi publicada após reportagem do portal Intercept Brasil atribuir a Vorcaro um aporte de R$ 61 milhões destinados à produção do filme.
A produtora afirmou que, entre os diversos investidores do longa, não consta qualquer recurso proveniente de Vorcaro ou empresas sob seu controle. Esse posicionamento contraria as informações divulgadas por Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente, que admitiu o acordo contratual com Vorcaro, mas afirmou que os pagamentos foram interrompidos, o que poderia comprometer a finalização do filme.
Flávio Bolsonaro confirma contrato, mas nega irregularidades
Flávio Bolsonaro admitiu publicamente a existência de um contrato entre ele e Daniel Vorcaro para financiar “Dark Horse”. Segundo o senador, os atrasos nos pagamentos poderiam ter impedido a conclusão e a veiculação do filme, motivo pelo qual outros investidores foram buscados para completar o financiamento.
Ele ressaltou que o filme já está finalizado, emocionante e previsto para estrear nos cinemas brasileiros ainda este ano — inicialmente, o lançamento estava programado para 11 de setembro. Flávio também negou qualquer irregularidade no processo, destacando que as negociações foram conduzidas de forma legítima.
Posicionamento do produtor executivo Mário Frias
Mário Frias, produtor executivo do filme e ex-secretário da Cultura, reafirmou que não há participação financeira de Daniel Vorcaro no projeto. Ele destacou que, mesmo havendo tal investimento, seria uma questão privada e sem envolvimento de dinheiro público.
Frias também esclareceu que Flávio Bolsonaro não possui sociedade no filme ou na produtora, limitando-se à cessão dos direitos de imagem da família e ao valor simbólico de seu sobrenome para atrair investidores. Ele reforçou o caráter profissional e o padrão hollywoodiano da produção, que conta com capital privado e profissionais renomados.
Elenco e equipe de destaque por trás de “Dark Horse”
“Dark Horse” traz no papel principal o ator americano Jim Caviezel, conhecido por seu trabalho em “A Paixão de Cristo” (2004). Ele interpreta Jair Bolsonaro, retratando sua trajetória, incluindo o período atual em prisão domiciliar por envolvimento em tentativa de golpe. A direção está a cargo de Cyrus Nowrasteh, cineasta experiente em tramas políticas e de forte apelo cultural.
O roteiro é assinado por Cyrus e Mark Nowrasteh, com base em um argumento de Mário Frias. O elenco conta ainda com nomes como Esai Morales, Lynn Collins e Camille Guaty, que interpreta Michelle Bolsonaro, além de Jeffrey Vincent Parise.
Enredo: um thriller político sobre poder e fé
A narrativa de “Dark Horse” é descrita como um thriller político inspirado em fatos reais. O filme acompanha a ascensão inesperada de Bolsonaro, de capitão do exército a líder populista em um Brasil profundamente dividido, e o atentado sofrido em 2018, que serve como ponto central para explorar temas como verdade, sobrevivência e luta contra sistemas corruptos.
O diretor Cyrus Nowrasteh ressaltou que o longa não é um retrato biográfico convencional, mas sim uma reflexão sobre poder, mídia e fé sob ataque, com relevância cultural global.
Controvérsias e tentativas de descredibilização da produção
Desde o anúncio, “Dark Horse” enfrenta críticas e ataques que visam sua viabilidade e exibição futura. Mário Frias apontou que essas investidas muitas vezes têm motivações políticas e ideológicas, tentando descreditar o filme e seus investidores perante a opinião pública e o setor audiovisual.
A GOUP Entertainment ressaltou que respeita a legislação norte-americana sobre confidencialidade de investidores e que o projeto foi estruturado dentro da legalidade, com recursos totalmente privados, sem uso de verba pública. A produtora rejeitou as associações infundadas feitas entre o filme e elementos externos sem comprovação documental ou financeira.
Transparência e compromisso com a integridade
Tanto a GOUP Entertainment quanto Mário Frias reforçam seu compromisso com a transparência e a integridade ao conduzir o projeto “Dark Horse”. A produtora se colocou à disposição das autoridades e imprensa para quaisquer esclarecimentos adicionais. Frias, por sua vez, destacou sua trajetória limpa e a seriedade na condução do filme, que será lançado nos próximos meses como uma superprodução inédita no panorama do cinema político brasileiro.