Especialistas defendem reação imediata de empresas e usuários diante da sofisticação das fraudes
O avanço da inteligência artificial elevou o nível dos crimes virtuais. Fraudes que antes eram fáceis de identificar agora se tornam convincentes, rápidas e personalizadas, afetando usuários e empresas no Brasil e no exterior.
Dados recentes mostram a dimensão do problema. Nos Estados Unidos, mais de 859 mil denúncias foram registradas em um ano, com prejuízos superiores a US$ 16,6 bilhões. No Brasil, as notificações de crimes digitais cresceram 28,4%, com mais de 87 mil registros formais. O país já ocupa a 7ª posição no ranking global de ciberataques.
O impacto também aparece nas transações financeiras. Em 2025, foram estimadas cerca de 28 milhões de fraudes envolvendo o Pix, além de golpes em compras online, aplicativos de mensagens e tentativas de phishing. A IA tem permitido que criminosos automatizem abordagens, tornem mensagens mais realistas e ampliem o alcance dos ataques.
O tema foi debatido na RSAC Conference, na Califórnia, onde especialistas apontaram a inteligência artificial como motor dessa nova onda de golpes. Representantes da INN Tecnologia acompanharam as discussões e reforçaram a urgência do tema.
Para Alécio Alves e Fábio Szescsik, a segurança digital precisa ser tratada como estratégia permanente. Eles defendem monitoramento contínuo, testes de invasão, análise de vulnerabilidades e uso de ferramentas baseadas em IA para detectar comportamentos suspeitos.
A recomendação é clara: proteger dados exige múltiplas camadas, desde a infraestrutura até o comportamento do usuário. Com a popularização das ferramentas de IA, o risco aumenta — e a prevenção precisa acompanhar essa velocidade.
Por: Lucas Reis