O episódio teria ocorrido no dia 9 de abril, durante um treinamento de Armamento, Munição e Tiro realizado na Academia de Bombeiros Militar dos Guararapes. Segundo o relato formal, a aluna deixou o recipiente sobre uma mureta enquanto participava da atividade. Ao retornar para beber água, percebeu que o cantil estava em posição diferente da original e que o líquido apresentava gosto e odor incomuns.
Ao abrir a tampa, a estudante identificou uma substância esbranquiçada e de aspecto viscoso, o que levantou a suspeita de que o recipiente pudesse ter sido manipulado por terceiros durante o período da instrução. Ela registrou imagens do material e comunicou colegas, que também teriam notado sinais de possível alteração no objeto.
A aluna relatou ainda que, em dois momentos distintos, encontrou o cantil no chão, mesmo tendo certeza de que o havia deixado em local elevado. Após a constatação, ela manteve o recipiente sob sua guarda e procurou imediatamente superiores para formalizar a denúncia.
O caso ganhou maior atenção pelo fato de que a mesma turma já havia sido alvo, semanas antes, de relatos envolvendo possíveis situações de constrangimento e denúncias administrativas internas, que acabaram arquivadas por falta de comprovação.
Procurada, a corporação informou que adotou procedimentos para apuração rigorosa do ocorrido e reforçou que não há, até o momento, confirmação sobre a natureza da substância encontrada nem identificação de possíveis responsáveis. A investigação segue em curso dentro dos protocolos disciplinares e administrativos.
O episódio reacende discussões sobre segurança, respeito e controle de ambientes durante treinamentos em instituições militares, especialmente em turmas em formação.
Por: Bruno José