Esquema envolvendo documentos falsificados foi descoberto após a morte da sósia e gerou grande prejuízo aos cofres públicos
Uma mulher do Piauí conseguiu, por 17 anos, enganar o Exército e continuar recebendo a pensão militar da mãe falecida, utilizando uma sósia para se passar pela beneficiária. O golpe teve início em 1995, após a morte da mãe, viúva de um ex-militar da 26ª Circunscrição de Serviço Militar (CSM), em Teresina. Em vez de comunicar o óbito, a filha apresentou uma outra idosa como substituta, com documentos falsificados que continham as informações da mãe falecida.
O esquema foi desmascarado pelo Ministério Público Militar (MPM) em 2013, quando a sósia faleceu. Tentando continuar o crime, a filha tentou incluir uma terceira pessoa como beneficiária, o que levantou suspeitas e levou à descoberta da fraude. O prejuízo total ao Exército somou R$ 230 mil.
A acusada foi condenada a 2 anos e 4 meses de prisão em 2016, por estelionato, mas recorreu ao Superior Tribunal Militar, argumentando que não houve dolo e que, como filha solteira, teria direito à reversão da pensão, conforme a Lei nº 3.373/1958.
O caso expõe falhas no controle de pensões militares e evidencia os danos financeiros causados por fraudes desse tipo, que comprometem recursos públicos.
Por: Redação
Foto: Agência Brasil