Major da PMDF é investigado por assédio sexual dentro da corregedoria

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A Polícia Militar do Distrito Federal está no centro de uma investigação interna após a abertura de um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar denúncias de assédio sexual envolvendo um major em cargo de chefia na Corregedoria da corporação, conforme publicado em portaria interna da corporação. O caso foi encaminhado à investigação após manifestação da Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

O oficial investigado, identificado como Diego dos Santos, atua como subchefe de uma seção do Departamento de Controle e Correição (DCC), unidade responsável por fiscalizar e apurar condutas funcionais dentro da PMDF. A denúncia foi feita por uma cabo que trabalhou com ele na Corregedoria, onde relata condutas que teriam ocorrido entre dezembro de 2023 e julho de 2025. Segundo a militar, as investidas começaram após uma confraternização e teriam se repetido dentro das dependências da corregedoria e fora do ambiente de trabalho.

Ainda de acordo com o relato, o comportamento do major teria mudado após o compartilhamento de uma confraternização no fim de 2023, quando teria insistido em acompanhá-la até sua casa e feito comentários considerados inapropriados. As investidas teriam continuado no ambiente profissional com atos descritos como constrangedores pela vítima.

A militar ainda afirma que, após iniciar um relacionamento com outro servidor, passou a ser alvo de retaliações no trabalho, incluindo uma abordagem operacional considerada irregular e de risco, pela qual ela teria sido acusada de indisciplina.

O inquérito militar aberto tem como objetivo reunir depoimentos, documentos e outras provas que possam esclarecer os fatos e avaliar a responsabilidade do oficial. Caso as acusações sejam confirmadas, ele pode responder a sanções administrativas e até penalmente, de acordo com a legislação militar. A condução das investigações está sendo acompanhada de perto pelo MPDFT, que poderá solicitar diligências adicionais.

Procurada, a PMDF afirmou que, ao tomar conhecimento da denúncia, instaurou imediatamente o inquérito e requisitou à Diretoria de Pessoal Militar a movimentação cautelar de todos os envolvidos no caso. A medida visa garantir imparcialidade e evitar interferências na apuração interna dos fatos. Segundo a corporação, os procedimentos seguem os critérios técnicos e legais estabelecidos para casos dessa natureza.

O episódio chama atenção para a importância de mecanismos de proteção dentro das instituições de segurança pública e para a necessidade de que denúncias envolvendo assédio ou abuso sejam tratadas com rigor, tanto para preservar a integridade das vítimas quanto para manter a credibilidade das corporações.


Por: Lucas Reis

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