O Atlético Mineiro vive um momento financeiro delicado, com uma dívida total que ultrapassa R$ 1,7 bilhão, segundo balanço apresentado pelo vice-presidente de Operações e Finanças da SAF, Thiago Maia. Em entrevista ao canal Sports Market Makers no YouTube, o dirigente detalhou os componentes desse endividamento e o impacto dos juros no orçamento do clube.
De acordo com Maia, quase R$ 1 bilhão está relacionado a dívidas bancárias, das quais cerca de R$ 600 milhões são da própria SAF e avalizadas pelos controladores do clube. Mesmo que as taxas de juros sejam consideradas competitivas, elas “machucam demais” por causa do atual patamar da Selic, que está elevada.
Outro ponto sensível é a dívida ligada à Arena MRV, que representa cerca de R$ 400 milhões — a maior parte em certificações de recebíveis imobiliários (CRI). Além disso, o clube ainda carrega aproximadamente R$ 400 milhões em obrigações tributárias e cerca de R$ 300 milhões em diferenças entre contas a pagar e a receber, totalizando o rombo financeiro.
O dirigente também destacou que os juros anuais podem ultrapassar R$ 250 milhões, o que corrói receitas e limita investimentos esportivos e estruturais. Para aliviar o cenário, está prevista um aporte financeiro de R$ 500 milhões na segunda metade de maio, com parte desse recurso sendo usada para reduzir parcelas bancárias e reorganizar o fluxo de caixa do clube.
Apesar da pressão financeira, a diretoria afirma que a prioridade é manter a competitividade esportiva sem sacrificar o plantel ou as ambições do clube — uma equação complexa diante de um endividamento que cresce ano após ano.
Por: Genivaldo Coimbra